domingo, 28 de outubro de 2012

sábado, 6 de outubro de 2012

Turma da Mônica ganha dois personagens soropositivos


O Dia

Gibi lançado por Maurício de Souza quer conscientizar sobre aids na infância, diminuir preconceito e aumentar os hábitos preventivos da doença



São Paulo -  Igor e Vitória são os novos integrantes da Turma da Mônica. O cartunista Mauricio de Sousa criou os personagens para ajudar na luta contra a aids . As crianças, saudáveis, são soropositivas, mas têm uma vida normal.
Turma da Mônica ganha dois integrantes soropositivos. Gibis serão distribuídos no Distrito Federal | Foto: Divulgação
Turma da Mônica ganha dois integrantes soropositivos. Gibis serão distribuídos no Distrito Federal | Foto: Divulgação
O objetivo da publicação é alertar a população infantil, pais, professores e até os médicos sobre como é possível conviver com meninos e meninas portadores do vírus HIV. Além de conscientizar sobre aids na infância, Igor e Vitória também para têm a missão de tentar diminuir preconceito e aumentar os hábitos preventivos da doença em todas as gerações.
O projeto é uma parceria de Maurício de Sousa com a ONG Amigos da Vida, do Distrito Federal. A revistinha em quadrinhos terá distribuição gratuita nas brinquedotecas do DF, nas pediatrias dos hospitais da Rede Amil, postos de gasolina da Rede Petrobrás e em hospitais públicos locais. A tiragem é de 30 mil cópias.

As informações são do iG

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Desmatamento na Amazônia aumentou 220% em agosto, diz Inpe

Jornal do Brasil


Apesar de registrar uma redução de 17% no desmatamento na Amazônia Legal entre 1º de janeiro e 15 de agosto de 2012, no acumulado do mês de agosto o desmate na região teve um aumento expressivo de 220% em relação a 2011. Somente em agosto, 522 quilômetros quadrados de floresta sumiram do mapa na Amazônia, em detrimento de 163,3 km2 no mesmo período do ano passado.
O alerta foi emitido pelo sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), gerenciado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e repercutiu internacionalmente em um blog da revista científica Nature.
Os dados tendem a ser bem próximos do número real de desflorestamento, uma vez que a cobertura de nuvens foi irrisória nos dois períodos comparados. 
O grande campeão do desmate na região foi o Pará, responsável por 43% das árvores derrubadas, seguido do líder histórico Mato Grosso (40%). O principal ponto de destruição foi o eixo da rodovia BR-163, a Cuiabá-Santarém. Outro local problemático é Altamira, cidade paraense onde está sendo construída a Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Os novos indicadores fizeram o Ibama deflagrar a operação Soberania Nacional, uma fiscalização nos pontos mais críticos de Pará e Mato Grosso para autuar desmatadores e apreender máquinas. O Ministério do Meio Ambiente afirmou que a operação conta com 300 agentes em campo.
O ministério declarou ainda que o aumento do desmate neste período ocorreu devido a uma antecipação dos meses de maior derrubada, entre agosto e outubro, meses de seca na região. Os principais fatores para isso foram a quebra da safra de milho nos Estados Unidos e a alta do ouro no mercado. Segundo o órgão, o sistema já começou a registrar uma redução do desmate neste mês de setembro.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A Capacidade de Cada Um

Eis dois vídeos que mostram a importância do professor para a sociedade e sua formação: a campanha do governo federal e, mais significativa ainda a meu ver, a homenagem de Caetano Veloso a uma das suas professoras.
A desvalorização da educação e do professor é que tem determinado a atual feição da nossa sociedade como uma sociedade ignorante e violenta, pois apenas a turba ignara sente orgulho da própria ignorância, e enxerga como único caminho da resolução de seus problemas o conflito via violência.
Aluno que enxerga o professor como um adversário elimina de sua vida a grande oportunidade do crescimento.





domingo, 29 de julho de 2012

Cientistas estudam semelhanças geológicas entre África e América do Sul

Jornal do Brasil


Após 5 anos de estudos, pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Africa do Sul, Austrália, Alemanha, França, Portugal, Uruguai e Argentina desvendaram as semelhanças geológicas entre os continentes africano e sul-americano. Eles pesquisaram a correlação dos terrenos que formam a parte oeste da África com o leste da América do Sul.
Segundo o professor da Universidade de São Paulo (USP) Miguel Basei, coordenador do estudo no Brasil, foi possível definir inúmeros locais do oeste da África que, ao redor de 500 milhões de anos atrás, estavam unidos a seus congêneres sul-americanos. “São terrenos que que eram contínuos, mas foram separados quando da abertura do oceano Atlântico. Essa identificação foi um dos pontos centrais de nossa pesquisa”, declarou Basei.
Pelas simulações feitas, em computador, é possível prever como a dinâmica de movimento dos continentes desenhará o planeta no futuro. Segundo o pesquisador, em 50 milhões ou 100 milhões de anos, haverá uma nova distribuição dos continentes com fusões e fissões das massas continentais atuais. Esse processo, que está em curso, inclui, o aumento da distância entre Brasil e África, com o oceano Atlântico se abrindo cada vez mais”, ressaltou.
Essa abertura dos continentes teve início há 130 milhões de anos e segue gerando reflexos em toda porção leste da América do Sul. Um exemplo é a criação das bacias onde foram descobertos, recentemente, os poços de petróleo do pré-sal. Basei explica que esses fenômenos, porém, ocorreram em época mais recente do que a abordada pelos projeto. Apesar de não contemplar o período de estudo do projeto, o cientista lembra que a dissipação de energia gerada por esses processos recentes utilizam-se das feições mais antigas. “É importante conhecer a estruturação anterior para sabermos como no futuro elas poderão vir a influenciar este processo”, disse.
Portanto, a previsão de terremotos e vulcões, embora não tenha sido alvo da pesquisa, tem relação com o estudo evolutivo feito sobre os terrenos. Na Cordilheira dos Andes, explica Bassei, houve um 'mergulho' das placas oceânicas por baixo do continente sulamericano. “Esse processo gera vulcanismo e os terremotos, mas isso é porque lá o processo é distinto geologicamente do que ocorre no lado que diz respeito ao Brasil”.
Além da comparação geológica entre os dois continentes, os pesquisadores estudaram a forma como a América do Sul evoluiu. Ela cresceu em sua extremidade oeste por expansão de terrenos. “Antes da evolução dos Andes, que é uma cadeia de montanhas jovem, nós tivemos inúmeros terrenos que não se formaram na América do Sul, mas que se juntaram a ela em torno de 450 milhões de anos atrás”, conta o pesquisador.
O projeto permitiu a montagem de dois laboratórios que contam com equipamento de última geração: o Shrimp, sigla em inglês para microssonda iônica de alta resolução, e o Laicpms constituído por uma fonte de laser acoplada a um espectrômetro de massas. Ambos permitem a determinação da idade de minerais presentes nas rochas analisadas, forma usada pelos cientistas para caracterizar terrenos de épocas tão distantes. Segundo Basei, o mineral utilizado durante a pesquisa foi o zircão, que tem urânio em sua constituição. Ele conta que, com o tempo, o zircão se desintegra para o chumbo por força da radioatividade. A medição da quantidade desses elementos permite, assim, aos cientistas descobrirem a idade da rocha.
Participaram do estudo 17 pesquisadores brasileiros (11 do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, 01 da Universidade Estadual de Campinas, 02 da Universidade Federal do Paraná, 01 da Universidade Federal de Pernambuco e 01 do Serviço Geológico do Brasil) e 12 cientistas estrangeiros (01 dos Estados Unidos, 02 da Africa do Sul, 01 da Austrália, 01 da Alemanha, 01 da França, 01 de Portugal, 02 do Uruguai, e 03 da Argentina).